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*SENTIDO ÚNICO – A PROPOSTA DE ÍDIO CHICHAVA PARA 8ª EDIÇÃO DO KINANI*

É já no dia 19 de Novembro que começa a grande festa da dança contemporânea em Moçambique. Hoje, trazemos a proposta do coreógrafo e bailarino Ídio Chichava – artista de dança contemporânea a cerca de 19 anos.

A sua história no mundo da dança começou nos clubes da UNESCO onde subiu inúmeras vezes ao palco em bailados da dança tradicional. Dois anos depois teve a oportunidade de participar em uma formação durante um mês na PARTS (Performing Art Research and Training Studios), uma das grandes escolas de dança contemporânea em Bruxelas, Bélgica. Trabalhou ainda na CulturArte com Panaíbra Gabriel, um dos mais reconhecidos coreógrafos moçambicanos. Deste período destaca-se a renomada obra ‟Dentro de mim, uma ilha” do qual Chichava fez parte.

A dança começa a partir daí a ser um lugar de expressão artística própria, um espaço de transmissão de mensagens a partir da qual reflecte sobre a sociedade. ‟ Penso que me encontrei na dança contemporânea, nela procuro jogar emoções e disponibilizar o corpo a sentir a dança e o momento de partilha com o público, …” I.C

Para entender a dança contemporânea, o bailarino afirma ser incontornável ter um entendimento sobre as origens históricas, “voltar a dança tradicional para perceber a forma como foram criadas e a partir dai reformulá-las para criar novas ferramentas para a dança contemporânea” . É neste âmbito que Chichava traz para 8ª edição do KINANI mais um trabalho coreográfico para questionar a dinâmica social do mundo contemporâneo.

Intitulada “Sentido Único”, a obra é interpretada por Edna Jaime e Osvaldo Passiviro. Em palco, os artistas interrogam a marginalidade e como o contexto social expõe questões relacionadas com a exploração, a violência, o assédio, a traição, a submissão, o limite ou a explosão. A coreografia resulta de um encadeamento de movimentos comuns, todos aparentemente muito simples, executados com sensualidade num fluxo de movimento. O espaço começa a se formar na medida em que este fluxo se estabelece no tempo, criando um sentido único.

A obra de Chichava já foi apresentada no Public art festival “My body my space, na Semana Internacional de Dança Contemporânea (2018) e em outros espaços mas desta vez, o artista traz algumas inovações fruto de um processo de reflexão técnica – coreográfica. Uma proposta a não perder.
#Produção: Converge + Co-produção: Semana da Dança
Música: Do Make Say Thing Yasuaki Shimizu

Red- Belarmino A. Lovane
#KINANIMOZ